domingo, 19 de fevereiro de 2012
Organizado pelos alunos do Curso de Especialização Tecnológico de Logística em Emergência do Instituto Politécnico de Leiria.
"Logística em Contexto de Emergência” foi o tema de um colóquio organizado no Cineteatro de Rio Maior, no passado dia 22 de Julho, pelos alunos do Curso de Especialização Tecnológico de Logística em Emergência, do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). Este curso da área da protecção civil, que agora finalizou, desenrolou-se na Escola Profissional de Rio Maior (EPRM) e foi da responsabilidade do IPL. Na sessão solene deste colóquio sentaram-se na mesa de honra a Presidente da Câmara Municipal de Rio Maior, Isaura Morais, o representante do Governo Civil de Santarém, Carlos Catalão, o Vice-Presidente do IPL, José Manuel Silva, em representação da EPRM, Bentes da Silva, e o responsável pela Coordenação do Projecto do CET de Logística em Emergência, Daniel Neves.
A finalizar, o Vice-Presidente do IPL, revelou uma total disponibilidade para participar em iniciativas organizadas pela Câmara Municipal de Rio Maior, que sejam de mútuo interesse para ambas as partes.Seguiu-se o 1.º painel de trabalho, moderado pelo Comandante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Agualva - Cacém, Luís Pimentel, no qual participaram como prelectores, o Coronel Álvaro Oliveira, o 2.º CODIS de Santarém, Rui Natário, e o Adjunto de Operações da FEB, Marco Martins, que apresentaram as suas teses e experiências.
Após um intervalo, seguiram-se os temas associados à temática “Apresentação do Projecto de Estudo Logístico de Apoio à Gestão de Emergência - ELAGE”, em que participaram Daniel Neves, responsável pela Coordenação do Projecto Aplicado do CET de Logística em Emergência e os Supervisores, Comandante Sérgio Gomes e Frederico Antunes. Posteriormente, Avelino Fonseca, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Rio Maior, Márcio Pisoeiro e Nuno Fonseca, todos eles, alunos do CET Logística em Emergência, apresentaram um trabalho desenvolvido pelos 12 alunos finalistas deste Curso, com a finalidade de dar um “contributo ao Planeamento Municipal de Emergência de Protecção Civil de Rio Maior”, ferramenta que poderá vir a ser aproveitada pela autarquia riomaiorense.
Isaura Morais, na sessão de encerramento deste colóquio, congratulou-se com a realização deste Curso e lembrou que também ela tem responsabilidades nesta área, porque os Presidentes de Câmara são os responsáveis máximos da Protecção Civil nos seus municípios. “É uma área que vamos estar particularmente atentos e onde iremos dar o nosso melhor”, frisou a edil riomaiorense.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Daniel Márcio Fernandes Neves
Técnico Superior de Segurança e Protecção Civil
daniel.nevespc@cm-lourinha.pt
Congresso Internacional TURISMO, LAZER E CULTURA
Destinos, Sustentabilidade e Competitividade
Avaliação, Percepção e Estratégias de Planeamento e Prevenção
Daniel Neves
Lúcio Cunha
José Manuel Mendes
Resumo:
A presente comunicação pretende abordar os riscos decorrentes das actividades de turismo de natureza e de aventura, em particular a que se associa aos percursos pedestres “Veredas e Levadas” da Ilha da Madeira. As características físicas da Ilha, nomeadamente no que diz respeito ao relevo e ao clima se, por um lado, são a razão de ser da procura turística, por outro, induzem um conjunto de riscos naturais (risco de nevoeiro; risco de movimentos de materiais em vertentes, por exemplo) capazes de a afectar significativamente. Além disso, a fruição da natureza, feita de modo mais contemplativo ou desportivo, implica quase sempre um contacto prolongado com os sectores mais montanhosos, mais declivosos e mais perigosos da Ilha.
Pretende-se fazer uma avaliação das características físicas e das condições de segurança de alguns percursos de turismo desportivo e turismo aventura, bem como, a partir da percepção de turistas e operadores, apontar algumas estratégias de planeamento e prevenção de acidentes que contribua para aumentar a sustentabilidade deste importante segmento turístico.
Palavras-Chave: Madeira; Turismo Natureza; Turismo Aventura; Risco; Percepção do risco; Prevenção; Segurança.
ELAGE - ESTUDO LOGÍSTICO DE APOIO À GESTÃO DA EMERGÊNCIA
Daniel Márcio Fernandes Neves
Docente no FoRCET - Instituto Politécnico de Leiria
daniel.neves@ipleiria.pt
Resumo
Todos nós temos características que diferem uns dos outros, somos o resultado de influências recebidas ao longo da nossa existência. Somos seres capazes de criar, produzir e assimilar ideias. Temos qualidades, natas e adquiridas, que nos dão o poder de sobressairmos aquém daqueles que não as desenvolveram. A competência faz a pessoa e esta faz a organização.
A competência pode ser definida como o conjunto de conhecimentos (saber), habilidades (saber /fazer) e atitudes (saber/ser) que, quando integrados e utilizados estrategicamente, permitem atingir com sucesso os resultados que dela são esperados na organização. Assim, as competências resultam da aprendizagem e estão associadas à prática, e elas só são reconhecidas depois de exercidas, não basta possuir conhecimento, é necessário exercê-lo para se consolidar e apreendê-lo.
Neste contexto, o facto de se ter vindo a constatar que existe um profícuo caminho a ser percorrido no âmbito do planeamento ao nível da segurança e da protecção civil aos mais variados níveis e as dificuldades na gestão de situações de emergência por desconhecimento ou mesmo por força da informação se encontrar distribuída por diferentes locais (demografia, os equipamentos ou habitações a evacuar e para onde deverão ser evacuados os cidadãos afectados, entre outros) são problemas colocados sistematicamente aos Agentes de Protecção Civil.
O propósito do projecto ELAGE será dotar o Município de Rio Maior de uma ferramenta de carácter táctico e operacional como complemento ao Plano Municipal de Emergência de Protecção Civil, capaz de auxiliar a gestão de emergências associadas aos diferentes eventos, pensado sempre numa perspectiva de responder às necessidades dos operacionais, que num qualquer instante e muitas vezes no terreno, têm de assumir a responsabilidade da capacidade de resposta.
O ELAGE assenta num pormenorizado trabalho de inventariação elementos (meios e recursos), e elementos que constituem perigo e à sua incorporação numa única base dados com leitura nos SIG – Sistemas de Informação Geográfica. Pois, mais do que dar corpo aos diversos diplomas legais recentemente introduzidos no sistema de protecção civil em Portugal, deverá ser assumido como uma valiosa ferramenta de trabalho de apoio a coordenação e gestão das operações de protecção e socorro.
Palavras-chave: Competência; Conhecimento; Logística em Emergência; Perigos; Eficiência; Meios e Recursos
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Daniel Márcio Fernandes Neves
Serviço Municipal de Protecção Civil da Lourinhã
daniel.neves@cm-lourinha.pt
Tal facto leva-nos a equacionar mecanismos capazes de auxiliar a gestão de emergências associadas aos diferentes eventos que têm vindo a assolar o Município da Lourinhã, e pensado sempre numa perspectiva de responder às necessidades dos operacionais "Logística em Emergência" que num qualquer instante, e muitas vezes sobre o terreno, têm de assumir a responsabilidade na capacidade de resposta (Capacidade de Suporte!!!!).
Assim, e por força destas dificuldades, bem como da tomada de consciência, por parte do Executivo Municipal, de que um plano de emergência tem de ser assumido como dinâmico e flexível, foi equacionado o desenvolvimento de um Sistema de Informação para a Gestão de Acções de Protecção Civil (SiGAPROCIV), que assenta num pormenorizado trabalho de inventariação elementos (meios e recursos) e factores associados ao risco social, humano e tecnólogico.
ALEXANDER, D. (2002) – Principles of emergency planning and management, Oxford University Press, New York.
AYALA, Carcedo, F. J. (2002) – “Introducción al análisis y gestión de riesgos”. In Cantos, Jorge Olcina e Ayala - Carcedo, Francisco Javier (Ed.) – Riesgos naturales, Ariel Ciência, Barcelona.
MENDES, José Manuel (2007) – “Vulnerabilidade Social, Risco e Segurança das Populações: o papel do Planeamento”. FEUC,Coimbra.

Regulamento Técnico de Segurança Contra Incêndios -Portaria 1532/2008 de 29 de Dezembro



